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São Paulo, Sábado, 19 de Agosto de 2006. Destino Rio de Janeiro. Inverno Quente, Sol e praia. Na cidade de Nova Iguaçu chega o Festival Sesi Bonecos do Brasil. E com ele a magia, a alegria e a brincadeira. Nova Iguaçu, a antiga Cidade do Perfume onde o oxigênio recebia a fragrância das laranjeiras, que se exalava pelo percurso das ferrovias, um evento de encontros e contos. Amizades, aprendizagem, conhecimento, técnica, paixão e alma e corações e segredos milenares. Nova Iguaçu em Tupi-Guarani, significa Água Grande. Caminhões laranjas com rostos de bonecos estampados na lataria e o slogan “Tão Vivo que Parece Gente” se espalham pela cidade. Ergueram-se estruturas de ferro, som, luz. Bonecos gigantes de todas as regiões do Brasil erguidos em exposição. Reencontros, música, festas no quarto do hotel, mais reencontros. Até o dia seguinte.
Domingo, 20 de Agosto de 2006. Rio de Janeiro, inverno quente, Sol e ensaio no quarto 705. Rio de Janeiro destino Nova Iguaçu, às 16 horas. No Aeroclube da cidade as apresentações marcam o território na alegria dos olhares admirados pelo espetáculo. Na execução da magia, mestres bonequeiros/ titeriteiros/ mamulengueiros, diretores, atores, construtores, produtores, técnicos, contra-regras. Artistas da ilusão. Etapas: montar cenários, checar som e luz, colocar figurinos e maquiagem, estar em comunhão. Estar presente. Ser o presente. Ganhar de presente a apresentação de Bonecos Gigantes. A Cobra caminhando entre o mar de pessoas, deslizando pela pista do aeroclube. Lágrimas nos olhos refletem a beleza do espetáculo. A chuva cai e se mistura a essa emoção. E a cidade Nova Iguaçu nos banha com o que sabe ser sua maior força, suas grandes águas. Granito, vendaval, nuvem de poeira dançando violentamente e invadindo a alegria dos espectadores. Forçados a deixarem o cenário, correm pelo portão da saída. A mulher de mãos dadas à criança, chora o fim do espetáculo. O artista com sensibilidade e cuidado na despedida, sua voz pedindo que todos mantivessem calma. A ventania invade os palcos, sem piedade e inunda as estruturas e afoga figurinos e cenários. Na chuva rostos pintados correm para salvar suas histórias. Assistidos pela Natureza que insiste em participar da festa. Sem que saibamos se por aprovação ou admiração, Água Grande nos obrigou a despedida. Iguaçu nos presenteou com um dos espetáculos mais incríveis. O belo e triste espetáculo que deixou criadores e criaturas emocionados. De cima do palco via-se os bonecos gigantes caídos, as cadeiras vazias, os técnicos correndo para que tudo acabasse da melhor forma possível. Ao fundo a fila de espectadores saudosos e incrédulos pelo fim antecipado da diversão. Artistas em silênciose despedindo do que viria a seguir.
De volta ao Rio de Janeiro. No quarto 402, uma apresentação, a confraternização e a despedida do evento. Dia seguinte, Rio de Janeiro destino São Paulo. O nosso grupo se despede da cidade ouvindo a narrativa turística de um dos integrantes e ao fundo música tocando em uma estação de rádio. Fim da narrativa, o som aumenta. A música: Rio 40º cidade purgatório da beleza e do caos. “Vocês acabaram de ouvir Fernanda Abreu, Rio 40º”. Chegada ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, Galeão.
São Paulo, Sábado, 26 de Agosto de 2006. Destino Belo Horizonte...
Domingo, 20 de Agosto de 2006. Rio de Janeiro, inverno quente, Sol e ensaio no quarto 705. Rio de Janeiro destino Nova Iguaçu, às 16 horas. No Aeroclube da cidade as apresentações marcam o território na alegria dos olhares admirados pelo espetáculo. Na execução da magia, mestres bonequeiros/ titeriteiros/ mamulengueiros, diretores, atores, construtores, produtores, técnicos, contra-regras. Artistas da ilusão. Etapas: montar cenários, checar som e luz, colocar figurinos e maquiagem, estar em comunhão. Estar presente. Ser o presente. Ganhar de presente a apresentação de Bonecos Gigantes. A Cobra caminhando entre o mar de pessoas, deslizando pela pista do aeroclube. Lágrimas nos olhos refletem a beleza do espetáculo. A chuva cai e se mistura a essa emoção. E a cidade Nova Iguaçu nos banha com o que sabe ser sua maior força, suas grandes águas. Granito, vendaval, nuvem de poeira dançando violentamente e invadindo a alegria dos espectadores. Forçados a deixarem o cenário, correm pelo portão da saída. A mulher de mãos dadas à criança, chora o fim do espetáculo. O artista com sensibilidade e cuidado na despedida, sua voz pedindo que todos mantivessem calma. A ventania invade os palcos, sem piedade e inunda as estruturas e afoga figurinos e cenários. Na chuva rostos pintados correm para salvar suas histórias. Assistidos pela Natureza que insiste em participar da festa. Sem que saibamos se por aprovação ou admiração, Água Grande nos obrigou a despedida. Iguaçu nos presenteou com um dos espetáculos mais incríveis. O belo e triste espetáculo que deixou criadores e criaturas emocionados. De cima do palco via-se os bonecos gigantes caídos, as cadeiras vazias, os técnicos correndo para que tudo acabasse da melhor forma possível. Ao fundo a fila de espectadores saudosos e incrédulos pelo fim antecipado da diversão. Artistas em silênciose despedindo do que viria a seguir.
De volta ao Rio de Janeiro. No quarto 402, uma apresentação, a confraternização e a despedida do evento. Dia seguinte, Rio de Janeiro destino São Paulo. O nosso grupo se despede da cidade ouvindo a narrativa turística de um dos integrantes e ao fundo música tocando em uma estação de rádio. Fim da narrativa, o som aumenta. A música: Rio 40º cidade purgatório da beleza e do caos. “Vocês acabaram de ouvir Fernanda Abreu, Rio 40º”. Chegada ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, Galeão.
São Paulo, Sábado, 26 de Agosto de 2006. Destino Belo Horizonte...

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